Les Amis de Lusofolie's

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LES AMIS DE LUSOFOLIE'S est une association loi 1901, elle a pour but de développer et soutenir les activités culturelles LUSOPHONE (présentations de livres, expositions, débats ,semaines de la gastronomie, contes bilingues pour les enfants,Club de Poésie, Club de découverte de Jeunes Ecrivains, Cours de Guitare Portugaise et Cavaquinho, aide aux jeunes artistes, édition ,de petits concerts de musique...) dans une ambiance conviviale, de respect et de partage.
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17/05/2020

FÁTMA N° 5 (Ultimo)

(Continuação "Poder da Fé" .Dar uma vista de olhos aos textos N°1,2,3,4 aqui publicados no face)

DEMOCRACIA PARA O BEM DA SOCIEDADE PORTUGUESA

A democracia trará a estabelização nas relações entre a Igreja e o Estado,também no que aFátima diz respeito.Apesar de, nos primeiros tempos pós-25 de Abril o santuário ter sofrido uma ligeira quebra na afluência,rapi-damente começa um movimento de ascendência que, hoje,faz dele um dos mais importantes santuários católicos do mundo. Ao mesmo tempo, Fátima torna-se um impor-tante centro de formação dos católicos portugueses,com a realização de congressos, reuniões ou iniciativas ao longo do ano.

As visitas de João Paulo II ao santuário (1982,1991 e 2000) e a divulgação da terceira parte do "segredo de Fátima" marcaram as últimas décadas do santuá,basica-mente pacíficas, na relação Igreja-Estado. Por um lado, pela afirmação de um Papa extremamente devoto de Maria, que deu força à internacionalização do santuário; por outro, pela relativização que o então cardeal Ratzinger fez no seu comentário ao segredo,do modo como a linguagem de Fátima tinha sido lida até aí.

É o futuro Papa Bento XVI que, cinco anos antes de ser eleito que o cargo, fala em visões e não em aparições, ,define apenas como razoável que João Paulo II leia no texto do segredo uma profecia do atentado sofrido em 1981 e diz que Lúcia pode ter sido influenciada por ima- gens vistas "em livros de piedade e cujo conteúdo deriva de antigas intuições de fé".

Simbolicamente, nota Bruno Reis,a estabilização entre Estado e Igreja a propósito de Fátima tem um momento fundador: a 25 de abril de 1974, o episcopado estava reunido em Fátima,para a sua Assembleia plenária. E foi dali que os bispos enviaram a sua primeira mensagem de saudação ao novo regime, em que manifestavam uma expectativa favorável à implantação da democracia. Nessa primeira saudação, expressa no comunicado final divulgado no dia 26, os bispos manifestavam o desejo de que os acontecimentos da véspera contribuíssem " para o bem da sociedade portuguesa, na justiça, na reconciliação e no respeito por todas as pessoas".

Nesta quatro décadas de democracia, Apesar de alguns episódios esporádicos - rubricas de televisão a ridi-cularizar Fátima, polémicas sobre a presença de govenantes ou do Presidente no santuário por ocasião de visitas papais, ou o luto nacional por Lúcia,em 2005 - a relação da Igeja e do Estado a propósito de Fátima tem sido pacífica. Pode dizer-se que o piedoso voto dos bispos,em abril de 1974, se tem cumprido...

***

PS. 6/Maio/2017 a Revista do Expresso publicou,em memória do Centenario de Fátima, o dossier "Fátima religião & poder". Pensamos que seria útil para os portugueses da Diáspora este trabalho de António Marujo.Longe dos critérios religiosos pessoais, os portugueses espalhados pelo mundo têm o direito de conhecerem a história deste fenómeno religioso que tantos veneram. Na CONCLUSÃO farei alguma considerações pessoais.

16/05/2020

FÁTIMA N°4

(Continuação "O Podede da Fé" - Dar uma vista de olhos aos textos N° 1,2,3 aqui publicados no face)

EXCESSO DE EMPENHO NO ANTICOMUNISMO

Já antes desse desaparecimento do discurso anticomunis-ta (que apenas subsiste em grupos católicos ultratradicio-nalistas) dois Papas se tinham tentado afastar dele: João XXII notara mesmo, numa conversa com o embaixador português junto da Santa Sé, António Faria, que Lúcia por vezes dizia coisas demais,em matérias delicadas que exigiam toda a "prudência". Bruno Cardoso Reis olha para o relato da conversa de João XXIII com o embaixado como uma evidência de que o Papa Roncalli considerava que havia um " excesso de empenho na questão da Rússia e do comunismo", por pretender encetar uma nova fase nas relações da Santa Sé com os regimes comunistas do Leste europeu.

Também Paulo VI, que lhe sucede em 1963, estava in-teressado na mesma orientação, que não era facilitada pela persitência desse discurso. E durante a sua visita, o relacionamento com Lúcia não terá sido propriamente muito caloroso, segundo alguns relatos, Apesar de o Papa aparecer com ela diante a multidão.

A visita de Paula VI ao santuário, nos 50 anos dos acontecimentos, em 1967, foi o ultimo grande momento de alta tensão entre Estado e Igreja tenso Fátima como pre-texto. Montini irritaram profundamente Salazar e os dirigentes do Estado Novo,com a sua ida à Índia, em 1964, apenas três anos depois do que o regime português consi-derava a "invasão" dos territórios da Índia portuguesa. Por isso,Salazar chegaria a afirmar que não daria o visto ao Papa, se este quisesse vir a Portugal.

Perante a insistência de vários membros do episcopado em que viesse a Fátima, Paulo VI contorna a zanga do ditador português de duas formas : atribui a Rosa de Ouro, a mais alta condecoração papal,ao Santuá-rio de Fátima; e decide vir apenas como peregrino, não passando sequer por Lisboa.

Tendo em conta o isolamento internacional do regime,Salazar acabou por sair vencedor nos seus inten-tos, enquadrando a visita como pretendia,sobretudo pelo controlo que exercia dos jornais,rádio e televisão. Mas alguma oposição política ao regime,nomeadamente aquela ligada a Mário Soares, aproveitou para sublinhar a distância que Paulo VI marcara em relação a Salazar,lembra Bruno Cardoso Reis.

O Papa também atingiu o que pretendia, Apesar do tom moderado da sua homilia:recentrou a mensagem de Fátima na questão da paz,desvalorizando o discurso anti-comunista; e ,saber-se-ia mais tarde, garantiu que o veto do regime à nomeação do padre António Ribeiro, para bispo da Beira (Moçambique) não se repetiria se ele fosse nomeado como bispo auxiliar, como veio a acontecer.

" Seria ele o escolhido do Vaticano para ser o futuro patriarca de Lisboa, sucessor de Cerejeira, e que asseguraria a transição para a democracia" lembra o investigador.

…/… (Continua)

15/05/2020

FÁTIMA N°3

( Continuação de "O Poder da Fé" .Dar uma vista de olhos nos textos N°1,2 aqui publicados no face")

REALIZACÃO "QUASE MIRACULOSA" DA PROFECIA

O anticomunismo que, nessa época , se cola a Fátima - muito com a ajuda do cónego Manuel Nunes Formigão, grande divulgador da mensagem e Conselheiro espiritual

de Lúcia - tem outro contexto : na então União Soviética, Estaline fazia dos cristãos um dos alvos de perseguição, entre os milhões que foram levados para os campos de trabalho forçado do "arquipélago Gulag".

Na Espanha, onde a Lúcia ainda vivia ainda na década1930( residiu nos conventos de Tui e Pontevedra), os republicanos envolvidos na Guerra Civil opunham-se ao clericalismo e ao poder da Igreja. E Lúcia conhecia as ameaças dessas forças à liberdade institucional dos católicos e os assaltos dos republicanos a vários conven-tos.

A referência ao comunismo foi-se acentuando - sinteti-za António Matos Ferreiran no estudo publicado no livro "A Senhora de Maio" - "com as progressivas medidas de Estaline reliativamente à Igreja Ortodoxa, com a Guerra Civil de Espanha e com a Guerra Fria".

No seu livro, Carlos Azevedo sublinha que, à apropria-ção anticomunista , sucede a acentuação da devoção à Senhora de Fátima como garante da paz. E, na década de 1950, inicia-se ainda a projeção internacional de Fátima, através das viagens da Virgem peregrina, bem como o iní-cio da realização de grandes peregrinações ao santuário e de congressos dinamizadores do catolicismo português.

Ao triângulo nacional - catolicismo/anticomunismo/

internacionalização, não são alheios à questão da paz e o papel do Papa Pio XII, que depois ficaria conhecido como o "Papa de Fátima" - até aparecer João Paulo II. Pio XII contaria que ,em 1950,ele próprio tivera visões semelhan-tes às do chamado "milagre do sol".

Já antes, em 13 de maio de 1946, o Papa Pacelli falara aos fiéis católicos portugueses, através de uma das suas radiomensagens, que coincidiu com a coroação da imagem da Senhora de Fátima, em agradecimento pelo facto de Portugal ter sido "poupado" à guerra, como dizia o discurso oficial. " A mais funesta guerra que viu a história" deixara Portugal de fora e, agora, a "rainha da paz e do mundo" iria ajudar o mesmo mundo " a encontrar a paz e a ressurgir das suas ruinas" ,dizia o Papa Pacelli.

O discurso anticomunista perdurará em Fátima até aos últimos anos do século XX, pouco depois da queda do Muro de Berlim. No Congresso Fátima e a Paz,realizado em 1992, para assinalar os 75 anos de Fátima, o bispo de Gyor (Hungria), Pápai Lajos, rejubilava com a queda do comunismo e não tinha quaisquer duvidas: A predição de que a Rússia 'se converterá' realizou-se de forma quase miraculosa. Tornou-se evidente que a conversão, a expiação, a devoção a Maria, a oração, são as forças que fazem a História."

Ao longo destas duas últimas décadas, no entanto,o discurso que relaciona o fim do comunismo no Leste europeu com a profecia de Fátima (registada por Lúcia,na realidade, apenas a partir do final da década de 1930) pra-ticamente desapareceu. " É como um encerramento triunfal, como que a avalizar a importância de Fátima" diz BrunoCardoso Reis.

Apesar deste triunfo, continua a poder perguntar-se a que se converteu a Rússia, como predito nas visões de Lúcia : ao caos político, a um regime autocrático, à corru-pção? Todos estes elementos marcam a realidade da Rússia pós-comunista. A unica realidade positiva ( e importante) neste domínio foi o fim da perseguição aos cristãos e a instauração de uma certa liberdade religiosa - da qual , aliás, nem todos beneficiam, como comprovam as denúncias recentes de perseguições às Testemunhas de Jeová e a outros grupos religiosos.

…/… (Continua)

13/05/2020

FÁTIMA N° 2

(Continuação "O Poder da Fé". Dar uma leitura ao N° 1 publicado aqui no face)

SALAZAR E FÁTIMA, A MESMA LINGUAGEM

Só com a instauração da Ditadura Militar e do EStado Novo é que aparece um novo quadro de relações. O historiador Sardica escreve,no texto sobre "Estado e Fátima ", da obra referida, que, do "distanciamento,hostilidade e repressão da política face à religião, se passou " a uma atitude de respeito, colaboração,incentivo,até tentativa de instrumentalização".

Alguns dados confirmam esta nova fase: Fátima é dos primeiros lugares noo país,fora dos grandes centros urbanos, a ter Energia elétrica,recorda ,ao Rxpresso,Bruno Cardoso Reis, investigador do Centro de Estudos Internacionais do ISCTE. O então Presidente Carmona foi a Fátima inaugurar a instalação, em 1929, ao mesmo tempo que o Estado facilitava e acordava com o santuário nascente os planos urbanísticos da nova localidade.

Nos mesmo ano, morre o cardeal Mendes Belo, até então patriarca de Lisboa e pouco entusiasta de Fátima e é também em 1929 que a diocese de Leiria, restaurada em1918,reconhece como "autênticas" as visões de Fátima. O processo de restauração da diocese, como o bispo Carlos Azevedo mostra no livro " Fátima - Das Visões dos Pastorinhos à Visão Cristã" (ed.Esfera dos Livros), vinha de trás e nada teve que ver com o fenómeno nascido em 1917.

Este autor propõe quatro fases de apropriação da mensagem de Fátima: nacionalista,anticomunista dinamizadora da pastoral e (após a leitura teológica da terceira parte do segredo) a perseguição da fé cristã no mundo. Entre a vertente nacionalista e a apropriação anticomunista, "está a ligação ao Estado Novo, que se aproveitou e manipulou Fátima para uma resignação da população, sobretudo a uma visão colonial,fora da doutrina social da Igreja".

Um dos episódios que relevam esta ligação é a carta da irmã Lúcia, de novembro de 1945, divulgada e estudada por José Barreto no livro " A Senhora de Maio"

Nela , Lúcia escreve que Salazar era o escolhido por Deus " para continuar a governar a pátria".

Salazar, por regra,não ia a Fátima,recorda Bruno Reis,mas servia-se do fenómeno de varias maneiras. Uma delas era a perfeita "simbiose" entre os dois discursos:"Salazar usava ,na política, a mesma linguagem - "calvário","sacrificio","redenção" - que ecoava na Cova da Iria. "

…/… (continuação)

12/05/2020

FÁTIMA

O PODER DA FÉ N°1

Cem anos e muitas polémicas depois, o momento presente de Fátima não revela nenhum "motivo de atrito" nem de "utlilizações abusivas entre o Estado e a Igreja", ao contrário do que aconteceu durante este primeiro século de Fátima. A conclusão, expressa pelo historiador José Miguel Sardica na "Enciclopédia de Fátima, traduz a realidade de ter sido o regime democrático a estabilizar a relação do Estado com a Igreja, no que também a Fátima diz respeito.

Ao longo destes100 anos, a história do fenómeno faz-se também a partir do que foi a sua relação com o Estado e a política. E pode concluir-se pela oscilação, pois Fátima foi sendo várias Fátimas : o relato ingénuo dos primeiros 3 anos, acerca das visões das três crianças ( e sobretudo de Lúcia) em 1917, coincidindo com a primeira adesão popular e as críticas severas dos republicanos; o reconhecimento do fenómeno como "autêntico" por parte da diocèses de Leiria; as novas narrativas que Lúcia acrescenta,a partir da década de 1930 e até 1945; a relação de respeito e aproveitamento mútuo entre Fátima e o Estado Novo;a oposição surda das populações à guerra colonial e as ambiguidades de um santuário que falava de paz mas selenciava perante um regime que coartava a liberdade e conduzia a guerra; o esvaziamento do discurso anticomunista após a queda do Muro de Berlim...

No início, Fátima é um dos fatores de conflito entre a Igreja e o novo regime republicano. Para isso contribuem vários elementos.Entre eles, está a feroz imprensa da oposição da imprensa republicana,rápida a denunciar a "crendice", a "Pérfida especulação" e a "superstição" que o fenómeno revelaria. Lúcia era referida como "papagaio bem falante" e instrumento usado pelo clero.

Haveria ainda outras achas para a fogueira: o "rapto" que o administrador de Ourém fez dos videntes,em agosto, no dia em que estava prevista uma nova "aparição"; a mentalidade do catolicismo popular, nenericamente inculto e supersticioso, baseado na tradição, na devoção, no medo e em formas elementares de vida religiosa; o iní da participação portuguesa na Grande Guerra e as mortes de milhares de jovens nos campos de França e das Flandres; o atentado em 1922 contra a primeira Capelinha das Aparições...

***

" Continuação N°2 " Salazar e Fátima, a Mesma Linguagem"

09/05/2020

Le BAISER (O BEIJO)

45 ème jour de confinement en Frace (le dernier)

Para marcar os dias de confinamento escolhi O BEIJO. Quem não é carente de beijos e afetos na sociedade em que vivemos? Os problemas dos filhos, o aluguer a pagar, as prestações que chegam, a empresa que não funciona, o desemprego, o descoberto no banco, a máquina de lavar que avariou, as notícias do telejornal, a traição de um amigo,discussões familiares,hipocrisias, mentiras,a doença...afastam-nos do beijo.

Escolhi O BEIJO neste contexto triste da Humanidade porque O BEIJO pode ser :

Apaixonado,ardente, fortuito,terno, maternal,malicioso, provocador, sensual, íntimo,desejado, roubado, o beijo é o símbolo supremo da união entre dois corpos e dois espíritos e os Seres da Humanidade.

09/05/2020

Le BAISER

44ème jour de confinement (France)

***

" O amor é como um lírio silvestre

Ele nasce livre sobre as montanhas

E com o beijo doce de uma gota de água

Desperta amarelo e radiante

Como o raio de sol em cada manhã !

O lírio silvestre é como uma lágrima chorada

Por cada pétala arrancada

Pelas mãos inocentes de uma criança

Que se morre lenta e docemente

sobre a terra molhada de um caminho

Antes que fora dia

O ultimo sol de um verão!"

***

AMOR - 1977

Do falecido cantor angolano CARLOS NASCIMENTO

in ANGOLANDO - Poesias e Canções

Edidions Lusophone - Paris , 2008

08/05/2020

A HISTÓRIA DESCONHECIDA DOS EMIGRANTES PORTUGUESES RESISTENTES QUE LUTARAM
CONTRA O NAZISMO EM FRANCA

( Cidadãos de um país neutro, centenas de imigrantes portugueses podiam ter-se adaptado às circunstânias e ao diktat do invasor alemão. Em vez disso deixaram o conforto relativo das suas familias, das suas casas e dos seus empregos, esqueceram o interesse próprio e lançaram-se num combate Desigual pela liberdade. )

***

Peço que LEIAM ATÉ AO FIM , são nossos irmãos,da mesma língua.

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Volto à carga com uma certa tristeza.Mas não abandono. Ontem fiquei até à uma da manhã as ver os documentários da Segunda Guerra Mundial e compreendi certos promenores que ainda não tinha reparado. Ficam para mim.

*

Com a sala repleta da Maison du Portugal - Cité Universitaire, com a presença do senhor embaixador de Portugal junto da UNESCO, Professor Antonio Samaio da Nova, o Convivium Lusophone lançou o livro " A SOMBRA DOS HERÓIS - A História Desconhecida Dos Resistentes Portugueses Que Lutaram Contra o Nazismo em França" na presença do autor José Manuel Barata-Feyo, vindo expressamente de Portugal.

*

Em Portugal, até hoje, pouco se sabe sobre os emigrantes portugueses vítimas dos nazis em França. Mas se assim é em relação às vítimas , a ignorância é absoluta no que respeita às centenas de homens e mulheres que combateram os nazis durante a ocupação do país.

Proporcionalmente , houve mais portugueses que franceses a combater os nazis. Cidadãos de um país neutro, podiam ter-se acomodado à ocupação alem~; em vez disso, pegaram em armas e lutaram.

Ignorados como um todo pelos franceses, estes imigrantes

pareciam condenados a ficar eternamente na sombra da História. No caso deles,seria a sombra dos heróis. As paginas que escreveram em França estão gravadas a sangue e lagrimas e medo - e coragem. Em todas elas perpassa um sopro de heroísmo."

***

" Não podendo ser soldado por causa da minha nacionalidade portuguesa, aderi à Resistencia."

Leonel de Pinho, espião da França Livre, 1940

*

" Se tivesse de recomeçar, voltaria a fazer o mesmo caminho com todo o meu coração para abolir a brutalidade nazi."

Bento da Costa, partisan, 1945

*

" Dependurámos o SS pelos pés, regámo-lo com gasolina. Depois , deitámos-lhe fogo. Foi no dia 5 de Maio, em Wesenberg."

João Nunes, combatente deportado,1945

***

Logo após o lançamento do livro,fui a Portugal a tratar sobre a possibilidade da tradução para francês, ainda aguardo uma resposta. Nesta mesma viagem, ao regressar, encontro-me com um problema nos olhos, ao ponto de quase perder o avião Após duas operações e um longo tratamento, sinto-me quase a 100% recuperado.

*

Meus Amigos e Amigas, não abandono. ESte livro terá que ser traduzido para ser colocado nas bibliotecas municipais.

***

Podem encomendar este livro

por é-mail : [email protected] ou tel: 06128073 29

Preço: 20€ +5€ transportes

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57 Avenue Daumesnil
Paris
75012

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